A participação nos Workshops requer uma inscrição prévia que deve ser feita até dia 15 de abril clicando aqui. Cada participante pode inscrever-se apenas em um workshop. A inscrição nos workshops deve ser feita somente após formalização da inscrição no congresso.

 

Workshop I – 3 de maio, 11h30-13h00, sala 23.3.14

Vagas: 25

A importância do pensamento crítico para uma cidadania informada

Atualmente, a vida em sociedade está fortemente marcada pela tecnologia e pela informação ininterrupta. Cada cidadão vê-se confrontado com quantidades massivas de informação ao minuto, aceitando-a, muitas vezes, sem a questionar. Por outro lado, algumas das entidades que divulgam as notícias não realizam a verificação da sua credibilidade. Ainda, noutras situações, existem intenções ocultas e deliberadas para suscitar a desinformação. Estas circunstâncias criam o contexto de pós-verdade ideal para a proliferação das designadas “notícias falsas” (fake news). Aqui, importa sensibilizar o cidadão para a necessidade premente de analisar criticamente a catadupa de informação que invade as suas diferentes esferas de vida. Com efeito, um pensador crítico possui ferramentas que possibilitam essa análise e a tomada de decisões mais fundamentadas em factos empíricos. De forma a que não fique refém de desinformação que pode conduzir a decisões de vida prejudiciais para si e para os que o rodeiam, é necessário desenvolver capacidades e disposições de pensamento crítico, seja na vida académica, profissional, pessoal, ou social. Na presente Oficina, pretendemos propor atividades práticas que coloquem os participantes em confronto com as suas próprias conceções e os desafiem a tomar consciência dos aspetos envolvidos no processo de tomada de decisão, e que os podem colocar sob a influência de posicionamentos tendenciosos. Para além disso, vão partilhar-se ideias para pensar o impacto da informação na vida pessoal e social, e identificar estratégias para mobilizar o pensamento crítico, especialmente sobre notícias no dia a dia.

Dinamizadores:

Rui M. Vieira, Amanda Franco e Ana Sofia Sousa, CIDTFF – Universidade de Aveiro.

Rui M. Vieira é Doutor em Didática e Professor Auxiliar c/ Agregação na Universidade de Aveiro (Departamento de Educação e Psicologia – DEP), desde 2004. Ministra cursos de graduação e pós-graduação em formação de professores, como “Didática das Ciências”, que inclui TIC nas Ciências da Educação. Esteve envolvido em vários projetos nacionais (mais de 10) e internacionais. Desenvolveu diversos recursos educacionais e patenteou alguns deles, como o Courseware SERe – O Ser Humano e os Recursos Naturais, com outros cinco colegas.

 

Workshop II – 3 de maio, 14h30-16h00, sala 23.3.14

Vagas: 25

“Publico ou não publico?” – O processo de decisão em matéria de ética

Frequentemente somos confrontados com “casos” divulgados nos meios de Comunicação Social e que provocam grande controvérsia, dividindo-se as opiniões entre quem entende que o público “tem o direito de saber” e quem entende que, pelo contrário, há matérias que deveriam ser resguardadas, em nome do respeito por direitos fundamentais das pessoas envolvidas. O processo de decisão sobre o que fazer nessas situações deve ser um processo racional, solidamente argumentado, e não uma mera questão de gosto ou de inclinação. Neste “workshop” proporemos uma análise de caso que aponte para um dilema ético (conflito entre valores), refletindo sobre o caminho das escolhas a fazer.

Dinamizador:

Joaquim Fidalgo – Professor Auxiliar no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho. Doutorado em Ciências da Comunicação, dedica-se em particular à área de Jornalismo. Interessa-se por questões ligadas à identidade profissional dos jornalistas, à ética e deontologia do jornalismo e à regulação da profissão nas suas diversas formas. Antes de se dedicar ao ensino e à investigação, trabalhou como jornalista profissional durante 22 anos, tendo exercido a profissão no “Jornal de Notícias”, no “Expresso” e no “PÚBLICO”. Fez parte da equipa fundadora e da primeira direção deste último jornal, onde desempenhou também as funções de Provedor do Leitor. É ainda comentador regular da RTP.

 

Workshop III – 4 de maio, 09h00-10h30

Vagas: 25

Computação sem computadores: uma abordagem para o desenvolvimento do pensamento computacional

Nesta sessão prática irão ser apresentadas e exploradas algumas atividades (desafios e problemas) que estabelecem uma relação muito próxima entre matemática e a computação. Cada uma das tarefas propostas será contextualizada com os princípios da computação inerentes, com o intuito de ajudar à compreensão da forma como a máquina interpreta os dados que lhe são fornecidos.

Dinamizador:

Rui Gonçalo Espadeiro, Professor de Matemática do ensino secundário requisitado no Centro de Competência TIC da Universidade de Évora e membro do Grupo de investigação CIBERDIDACT. Tem um curso de especialização em Educação Matemática e é mestre em Ciências da Educação, tendo desenvolvido um trabalho de investigação em torno das tecnologias na educação matemática em Portugal. É doutorando da Universidade de Extremadura e está a desenvolver trabalho na área da algoritmia e o ensino de Matemática. Nos últimos anos tem tido como principais áreas de interesse o desenvolvimento do pensamento computacional, a computação sem computadores e algoritmos.

 

Workshop IV – 4 de maio, 14h00-15h30

Vagas: 25

Desconstruir as narrativas dos trabalhos jornalísticos sobre acontecimentos violentos

No contexto do V Congresso Literacia, Media e Cidadania, em que o eixo proposto para reflexão junta a tríade “Tecnologia, Desinformação e Ética”, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) lança um workshop cujo principal objectivo é desafiar os participantes a realizar um exercício prático de análise de media, baseado na desconstrução crítica da forma como a cobertura informativa de acontecimentos violentos é realizada. Para tal, iremos recorrer a exemplos concretos de conteúdos jornalísticos produzidos e divulgados por diferentes media, alguns dos quais já mereceram a apreciação da ERC. Este é um workshop dirigido a todos enquanto consumidores/utilizadores críticos da informação jornalística, tendo por principal objectivo identificar e problematizar as questões inerentes às narrativas informativas resultantes da cobertura jornalística desse tipo de acontecimentos, considerando o quadro legal e deontológico inerente à actividade jornalística, cujo cumprimento o regulador tem por missão assegurar.

A ideia deste workshop é inspirada na própria atividade regulatória da ERC, em particular tendo por base a sua deliberação intitulada “Guia de Boas Práticas para a Cobertura Informativa de Incêndios Florestais e Outras Calamidades”. Lançado em julho de 2018, esse documento surge como um contributo do regulador para alertar para a cobertura jornalística futura de acontecimentos dessa natureza em que é essencial garantir «o cumprimento das normas ético-legais próprias da atividade jornalística e o respeito pelos direitos fundamentais dos visados». Este Guia surge na sequência de cerca de 12 anos de ação regulatória a dar resposta a inúmeras queixas e participações contra conteúdos de órgãos de comunicação social que cobriram incêndios florestais e outras calamidades.

Dinamizadores:

Equipa multidisciplinar de técnicos especialistas da ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social, composta por: Adelaide Farinha de Jesus, coordenadora do Núcleo de Biblioteca e Documentação da ERC; Bruna Afonso, técnica de análise de media no Departamento de Análise de Media; Catarina Rodrigues, Assessora do Gabinete do Conselho Regulador; Eulália Pereira, técnica de análise de media no Departamento de Análise de Media.